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Alunos do 12.ºD da Escola Secundária de Póvoa de Lanhoso e professora Paula Dias
Dezembro 2021

A manhã prometia!

O dia 15 de dezembro amanhecia ensolarado e nós, os alunos das turmas do 12.º D e 12.º E, tentávamos preservar o alimento que cada um carregava na mochila e trocávamos impressões acerca de tão preciosos géneros. Para que seria? A expectativa era grande… Um jovem chamado Diogo vinha falar-nos de alimentação, no âmbito do nosso projeto “Sustainable me. Sustainable we”! O Diogo apresenta-se então com uma tábua marcada pelo tempo e pelo uso e com um cacho de bananas e nada mais… Afinal também ele trazia um alimento!

Chegados à sala 13, começa logo a revolução das mesas e das cadeiras… as cadeiras em “U”! Afinal, tratava-se mesmo de uma conversa a várias vozes. E na tábua? Uma frase… “Cozinhar é um ato revolucionário”, concordam? Eis a primeira pergunta que nos foi dirigida! E então, claro que sim e já desde há muito tempo… Cozinharmos, como cozinhamos e o que cozinhamos pode fazer a diferença, pode mudar a forma como nos relacionamos com o nosso planeta e com os outros seres humanos.

Foi em torno deste processo de mudança que fizemos as nossas apresentações… um pano de cozinha que foi viajando entre nós e, mesmo sob a ameaça da Covid-19, não hesitámos em partilhar qual o nosso prato preferido e, nele, o ingrediente predileto!

O Diogo, um jovem biólogo cozinheiro pertencente à ONGD VIDA e a desenvolver o projeto “1Planet4All”, apresentou o alimento que tinha trazido, mas de uma forma diferente. Foi representando, em sentido regressivo, o percurso percorrido por aquele cacho de bananas desde a grande superfície, onde foi comprado, até à Costa Rica, onde tinha sido cultivado.

 Nós acompanhámos todo o processo e fomos ganhando consciência da enorme influência que o consumo daquele alimento em Portugal tem no planeta e, claro, o enorme impacto que têm as nossas escolhas alimentares. Foi, então, que olhámos, cada um para o alimento que tinha trazido de casa, e percebemos a importância de ser local/nacional e sazonal, comparado com o percurso daquele cacho de bananas. Percebemos principalmente que as nossas escolhas alimentares têm um impacto enorme no nosso planeta, quer a nível ambiental, quer a nível social, ao promover sinergias positivas entre ecossistemas, indivíduos e comunidade.

Hoje, tal como o Diogo nos alertou, no mundo ocidental, vivemos num paradoxo: num tempo em que as ofertas alimentares são inúmeras, mas no qual cada um de nós cozinha tão pouco.

Por tudo isto, COZINHAR É UM ATO REVOLUCIONÁRIO! Eis o desafio, vamos fazer a revolução com o que comemos! Depende de cada um de nós…

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